Aconteceu assim de repente,
meio que sem algum acidente,
típico fato inconsequente,
que geralmente não se controla.
Para sangrar sem ao menos se ferir, existem várias explicações, a mais válida que me cabe ao agora é olhar o meu corpo e dizer sem preocupação alguma que não foi ferimento.
Minha compreensão é baseada em sentimentos,
aperto refresh e vejo o momento,
onde dentro de uma mente,
sem definir um conceito,
sangra sem nem mais nem tão..
Onde eu queria estar ontem,
foi onde eu estive hoje,
sem vontade de ouvir qualquer 'se'
...
escolhi por que me veio,
por que me foi certo,
mesmo parecendo incerto,
o mais puro desejo de hesitar..
Quando a ação torna-se inigima dos pensamentos, quer dizer que o agir diverge do querer, sem ao menos saber como definir um porquê.
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Meu protesto vai de encontro com as definições bem definidas de momentos, coisas que são absurdamente passageiras e que restritas não significam nada, se passam por palavras vazias.
Acredito e sempre acreditei no sentimento, que não se define com o tempo e sempre vai haver de se mostrar. As horas mais prováveis ocorrem quando um estímulo externo, coisa que dizemos ser 'impar' a nós, vem surpreendendo e ganhando voz.
Por que sangrar se não existe ferimento? Eu sangro por dentro e me perco em labirintos que tem início e fim semelhante, uma volta não dura um instante e meu maior medo é não me perder.
Quero saber o que poderia acontecer,
caso algum dia eu amadurecer:
- No que se tornaria quem fizesse isso ao meu lado.
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